Rock in Rio

Rock in Rio conversou com Pearl Jam para 2026, confirma vice-presidente artístico

19 de agosto de 2026
Rock in Rio conversou com Pearl Jam para 2026, confirma vice-presidente artístico

Quando o Live anunciou que realizaria shows no Brasil — em compromissos que acabaram cancelados posteriormente —, o vocalista e guitarrista Ed Kowalczyk revelou que sua banda, na realidade, planejava tocar no Rock in Rio. Não apenas eles, como também o Pearl Jam, que seria atração principal de um dia focado em rock.

Em resposta a uma fã no Instagram (via site Igor Miranda), o músico americano declarou: "Puxa, a gente ia estar no Rock in Rio, mas a programação mudou pra um monte de besteira pop [culpa do Pearl Jam], então agora eu não sei… Tô tentando, mas é difícil… Dizem que iremos [no Rock in Rio] em 2028, mas mentem, então quem sabe… Manterei vocês informados".

Zé Ricardo, vice-presidente artístico do festival, confirmou à Rolling Stone Brasil que a organização mantinha diálogo com a produção do Pearl Jam para trazê-los em 2026. No entanto, o plano acabou por não se concretizar. A banda só tem um show marcado, para o fim de setembro, no Ohana Festival, quando irá revelar o novo baterista ocupante da vaga deixada por Matt Cameron. Eddie Vedder, por sua vez, virá ao Brasil como atração solo do festival paulistano Best of Blues and Rock, em 20 e 22 de novembro.

O responsável pela curadoria do evento disse: "Conversamos com muitos artistas. Conversamos com o Pearl Jam, sim, mas havia vários outros artistas na mesa, na conversa, para tomarmos uma decisão de qual caminho ir. Essa é uma história que ele [vocalista do Live] meio que criou na cabeça dele, mas… é absolutamente inverdade? Não, porque estávamos conversando com o Pearl Jam, mas estávamos conversando com outras bandas também. Quando montamos um dia de Pearl Jam, obviamente havia ideias de outros artistas. O próprio Live nunca veio ao Rock in Rio, pensamos neles, mas também pensamos em outras bandas. O que ele disse não é uma verdade absoluta, mas interpretativamente… cada um acredita no que quer, né?"

De acordo com Zé Ricardo, Ed Kowalczyk "simplificou" o projeto de curadoria do festival, bem mais complexo do que pode parecer. Ele afirmou: "É a visão que ele [Ed] teve. Acho muito mais fácil simplificar um projeto de curadoria para se entender, encaixar por que você está ou não está, mas o projeto de curadoria do Rock in Rio é muito complexo. Faço isso aqui com uma faca muito afiada — e não falo se o resultado é bom ou ruim, falo do empenho. Se ficou bom ou ruim, o público e a imprensa irão julgar, mas o processo em si é muito sério e rigoroso. Pensamos e tentamos muito. Há muitas coisas que tentamos e não acontecem. E deixa de acontecer não por questões financeiras, mas por questões de logística, por dificuldade de data. Exemplo: se uma banda tem uma equipe de 200 pessoas, é muito difícil alinhar que o artista esteja exatamente no dia que eu pedir para que ele esteja."

Por fim, Zé Ricardo arrematou: "É um lado que o público não sabe. O público só quer o que ele quer. Pensa: 'mas o cara veio dois meses antes do Rock in Rio', mas veio porque ele tem compromissos absurdos de ordem pessoal e profissional que o impedem de estar no festival. Não é porque o cara não quer ou não gosta. Também há artistas que desenvolvem um projeto para a arena. Por exemplo: o show do cara é um círculo central cercado de pessoas. É muito difícil de fazer isso num festival. Não só no Rock In Rio, mas em qualquer festival. Muitos shows são produzidos para arena e isso também dificulta."