Rock in Rio

Camila Jun e Eli Iwasa fazem história no New Dance Order deste sábado

5 de setembro de 2026
Camila Jun e Eli Iwasa fazem história no New Dance Order deste sábado

Camila Jun e Eli Iwasa chegam ao palco New Dance Order do Rock in Rio neste sábado (5), às 22h30, num encontro que promete ficar para história. É um back to back entre duas das maiores forças da cena eletrônica brasileira, cada uma trazendo sua própria bagagem musical e uma parceria que foi se construindo lentamente, mês após mês, testando ideias e repertório.

Para Camila Jun, é a estreia como artista no festival. Ela já conhece o Rock in Rio como público em edições anteriores, mas agora sobe ao palco no dia dedicado ao rock e metal. Eli Iwasa, que tem 25 anos de carreira, vive sua quarta passagem pelo festival e finalmente realiza um antigo desejo: tocar no dia que celebra seus gêneros de origem, antes de ela abraçar a pista eletrônica.

A sinergia entre as duas é quase natural. Como disse Eli, ambas são essencialmente DJs com muita versatilidade e referências variadas. Essa multiplicidade permite construir um caminho musical único, com muitas nuances mas dentro de uma narrativa bem coesa. Camila reforça o ponto: duas artistas com repertórios amplos conseguem oferecer uma experiência que transcende um único estilo.

Tocar num festival multigênero é desafio e oportunidade ao mesmo tempo. Camila vê aí a chance de mostrar a música eletrônica não só como uma batida para dançar, mas como um espetáculo completo. Ela e Eli trazem produção visual assinada por Mari Mat na direção de arte e Felipe Krust nas animações do telão.

O significado pessoal também pesa. Para Eli, estar de novo no festival ao lado de Camila é realização máxima. Para Camila, estrear num palco desse porte junto com uma DJ de 25 anos de trajetória é especial, um momento que representa mulheres fazendo as coisas profissionalmente dentro da cultura eletrônica.

O palco New Dance Order completa 25 anos em 2026 e é hoje o segundo maior do festival, reflexo direto do crescimento da eletrônica no Brasil. O país virou um dos maiores mercados do gênero no mundo, mesmo não sendo seu berço. Eli viu isso de perto ao longo das duas décadas e meia que atua. A música eletrônica tem essa capacidade única de se misturar com qualquer som, abrindo portas para públicos que às vezes até resistiam ao gênero.

Eli encerra com otimismo. Ela tem certeza de que é só o começo. Imagina a força que terá daqui a dez, quinze anos, quando a riqueza cultural brasileira se misturar ainda mais com a eletrônica. A gente vai crescer de um jeito muito bonito mesmo.