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08
OUT
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Zé Ramalho

Zé Ramalho

Nascido em Brejo do Cruz (PB) a 03/10/49, José Ramalho Neto passou a infância com o avô em Campina Grande e descobriu o rock´n´roll e o iê iê iê vivendo a adolescência em João Pessoa – ouvindo tanto a Jovem Guarda, quanto os discos dos Beatles e de seus contemporâneos. Na virada dos anos 70, Zé Ramalho foi membro do grupo The Gentlemen – que gravou um álbum pela Rozenblit, mesma gravadora pernambucana por onde o lendário álbum duplo Paêbirú – gravado em parceria com Lula Côrtes no final de 1974.

Zé Ramalho da Paraíba, como chegou ao Rio em muitas idas e vindas, estabelecendo-se definitivamente na cidade, acompanhou Alceu Valença e chamou atenção. Àquela altura, já havia composto “Avôhai”, “Vila do Sossego”, “Chão de Giz” e “A Dança das Borboletas” e, após muita luta, finalmente chegou à CBS em 1977. O primeiro álbum, Zé Ramalho, foi gravado no final daquele ano e lançado no verão de 1978, abrindo caminho para o início de uma carreira de sucesso. O disco teve ótima repercussão ao longo do ano e, em 1979, veio A Peleja do Diabo Com O Dono do Céu, contendo músicas novas e também outras bem guardadas – como “Admirável Gado Novo”, sucesso nos shows desde o ano anterior, e “Jardim das Acácias”. Em razão destes sucessos radiofônicos, e também de “Frevo Mulher”, o segundo LP fez ainda mais sucesso que o primeiro e rendeu ao artista seu primeiro disco-de-ouro.

Misturando os temas dos dois primeiros álbuns do artista, e que eram o misticismo e a política, A Terceira Lâmina (81) foi o trabalho seguinte e foi disco-de-ouro em menos de dois meses.  Veio então no ano seguinte o LP Força Verde, fruto do respaldo conquistado por Zé Ramalho em seus três primeiros trabalhos para a CBS. Segundo o próprio artista, foi o disco mais místico que já fez. Após um período de férias, Zé Ramalho retornou com Orquídea Negra (83), posteriormente estreiou com o trabalho Pra Não Dizer Que Não Falei de Rock (84), De Gosto, de Água e de Amigos (85), Opus Visionário (86) e Décimas de Um Cantador (87), fase de raros sucessos radiofônicos, como “Mistérios da Meia Noite” (85), até reencontrar-se no início dos anos 90. O sucesso de “Cidadão”, a bordo do CD Frevoador (92), encerrou sua fase CBS/Sony – continuada em meados dos anos 90, quando ingressou na BMG com Cidades e Lendas (96) em eminência  do projeto O Grande Encontro, que reuniu Brasil adentro e também em CD os amigos Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho.

Na BMG, cujo catálogo recentemente foi reunido ao da Sony e que nos permite essa primeira compilação com todos os sucessos de Zé Ramalho, o artista retomou sua carreira de sucesso com o aclamado CD duplo Antologia Acústica (97), seguido de Eu Sou Todos Nós (98), Nação Nordestina (2000), Zé Ramalho canta Raul Seixas (2001), O Gosto da Criação (2002), Estação Brasil (2003) e finalmente o ambicioso projeto Ao Vivo de 2005.

Esta Caixa de Pandora, que reúne em seus dois primeiros CDs os sucessos de Zé Ramalho, brinda os fãs e colecionadores, senão o próprio artista, com a reunião de preciosidades arquivadas na gravadora na última década. Material raro e ou inédito, que faz todo sentido chegar finalmente ao mercado com aprovação do próprio artista. Primeiramente, como mais um volume para a série “Zé Ramalho canta...”, temos no CD 3 o Zé Ramalho Canta MPB, com nosso herói interpretando músicas de compositores que prestigiou em seus discos – com destaque para as gravações inéditas de “Amigo” (de Roberto & Erasmo, em dueto com Fagner) e “Gita” (de Raul Seixas & Paulo Coelho, finalmente liberada).

O quarto CD é ainda mais recheado de presentes, abrindo com 5 gravações inéditas de canções de Raul Seixas que haviam ficado somente na pré-produção do CD de 2001. Na continuação, mais duas de Raul que Zé havia gravado para projetos coletivos. E aí temos algumas de suas participações especiais em discos de terceiros – entremeadas pela gravação inédita da versão que, ainda nos anos 80, Zé Ramalho fez para uma canção de Lou Reed e que na época não foi aprovada para lançamento. O volume 4 fecha as quatro bolachas de áudio com “In My Life”, música dos Beatles que muito simboliza o amor de Zé por tudo que fez e pelos amigos com quem trabalhou até hoje. E aí, finalmente, após anos de ausência no mercado, o DVD do projeto Ao Vivo de 2005, em que nosso artista revisita seus grandes clássicos.

Preços:
Camarote A: R$140,00
Camarote B: R$110,00
Pista Superior: R$70,00
Setor Vip: R$140,00
Setor 01: R$120,00
Setor 02 :R$100,00
Setor 03: R$80,00

Censura:
16 Anos
 
Horário:
Sábado, às 22:00

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Local

Vivo Rio

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18

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