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Taty Cirelli
Com o faro apurado de quem projetou em escala nacional na MZA Music nomes como Chico César, Zeca Baleiro e Rita Ribeiro, o produtor Marco Mazzola joga suas fichas em Taty Cirelli na comemoração dos 15 anos da gravadora neste ano de 2011. Aos 25 anos, essa cantora e compositora natural de Petrópolis (RJ) – radicada no Rio de Janeiro (RJ) desde 2008 - desponta no mercado fonográfico com um pop rock marcado pela urgência típica dos jovens. “Não tenho medo de errar / Não tenho medo de perder seguindo o meu coração”, canta Taty, determinada, em versos de “Nada Além de mim”, uma das músicas do disco produzido por Mazzola.
Com o coração entregue à música desde criança, Taty Cirelli segue no caminho certo para alcançar projeção nacional via MZA Music. “Nunca me senti tão preparada e madura para assumir de vez a carreira musical. Não vim do nada. Estou ralando há 13 anos”, ressalta a cantora. De fato, por mais que Taty Cirelli - o CD produzido por Marco Mazzola – tenha o peso e a importância de um primeiro disco na carreira da artista, o lançamento do álbum vem coroar uma batalha de anos, sendo por ora o ponto mais luminoso na trajetória da cantora e compositora. Apesar dos vinte e poucos anos, Taty Cirelli tem história. Embora seja formada em piano clássico, estudou violão (e guitarra), sempre admirou Rita Lee e montou sua primeira banda, Army, aos 13 anos, quando conciliou a agenda de estudante com os primeiros shows. Em 2002, aos 16 anos, Taty Cirelli montou sua segunda banda, a Zoue, com a qual gravou seu primeiro disco e conseguiu aparição em canais de TV como o Multishow, a cujo prêmio ela concorre neste ano de 2011, já como artista solo, na categoria experimente, em que artistas novos são votados pelo público.
Durante todo esse tempo, nunca perdeu sua referência maior, o pop rock, de vista.
“Minha praia é o pop. Até as minhas baladas têm uma pegada de pop rock”, (se) situa Taty Cirelli em mercado fonográfico cada vez mais plural e segmentado. Com a intenção de se comunicar com público de todos os segmentos e idades, a artista apresenta repertório autoral de tom confessional em que fala de amores e coisas da vida. “Sabe quando alguém te interessa e você sente que se apaixonou? Sabe quando tudo faz sentido e você percebe que o amor chegou?”, pergunta Taty Cirelli nos versos da canção “Sabe”, uma das primeiras músicas a ganhar projeção em disco que ainda destaca “Mocinho e Bandido” (faixa de pegada roqueira bem marcada) e” O Tempo”.
Adornada com um violino que não atenua a batida pop, a canção “O Tempo” foi composta por Taty Cirelli para seu pai, Paolo Cirelli, grande incentivador de sua carreira musical (assim como a mãe da artista). "Engenheiro de formação e músico de coração”, como costuma dizer a filha coruja ao falar do pai, ele sempre financiou sua caminhada na música.
Taty Cirelli finalmente chegou à Mazzola, quando a cantora, determinada, entrou por conta própria em contato com a MZA Music. Feito o contato inicial, através de um serviço de consultoria prestado por Mazzola a novos artistas, Mazzola se interessou pelo trabalho da artista que tinha em mãos um disco com sete músicas gravadas em 2010 com um trio formado por Digão Lopes (bateria), Sérgio Morel (guitarra) e Vítor Queiroz (baixo).
Desse disco seminal de 2010, símbolo da crença e do investimento de Taty Cirelli em sua carreira musical, quatro músicas foram aproveitadas para o CD lançado pela MZA Music. Contudo, “Todas as Virtudes”, “Espero”, “Sabe” e “Fruto Proibido” – selecionadas por Mazzola – ressurgem repaginadas. São novos fonogramas, pós-produzidos por Mazzola, inéditos como as demais faixas do disco, para o qual Taty Cirelli compôs mais cinco músicas. “Nada Além de mim”, “Mocinho e Bandido”, “Só”, “O Tempo” e “Dias Iguais” ajudam a expôr o d.n.a. autoral de uma compositora que faz música em sintonia com os sons e as vivências de sua geração. “Minhas letras falam de vida, cotidiano, amor. Nem sempre estou falando de mim, mas de fatos e observações do mundo. E as pessoas se identificam com minhas letras”, garante Taty Cirelli, com uma ponta justificada de orgulho. Dito e feito. Versos como “Não vale a pena esperar para recomeçar”, da composição “Dias Iguais”, refletem as urgências de uma juventude conectada que vai à luta e faz sua hora.
Taty Cirelli sempre foi à luta. Desde cedo. Sem nunca abandonar os estudos (cursou a faculdade de produção fonográfica e fez pós-graduação em produção cultural), a cantora sempre conciliou as aulas com a agenda de shows feitos em bares e clubes - quase sempre na região serrana do Rio de Janeiro – e com o trabalho como produtora de shows. Garota cheia de atitude, ela foi para Califórnia (EUA) na segunda metade dos anos 2000, mas não viveu a vida sobre as ondas, não. Ao contrário: lá, trabalhou em lojas e produziu shows em cassino situado na cidade de Lake Tahoe.
De volta ao Brasil em 2008, decidida mais do que nunca a investir n Ver menos
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Local
Nuth Lounge
Horário
Quarta-feira, Ã s 00:00
Classificação
18
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Classif.
18
