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26
ABR
00H
Monique Kessous

Monique Kessous

No país das cantoras, não basta cantar bem. Para voar acima da concorrência, é preciso ter também uma linda voz. De preferência, soprano ou mezzo-soprano, com técnica bem trabalhada no estudo do canto popular e – por que não? – do lírico também. Ajuda bastante enunciar claramente os versos das músicas, na tradição suave e límpida do brasileiro, na medida para acariciar tímpanos exigentes, acostumados às grandes damas, divas e musas de outras décadas. Dispensar o Pro Tools no estúdio e só semitonar ao vivo por acidente ou em caso de extrema necessidade interpretativa também é desejável. Mas tudo isso acaba sendo apenas o ponto de partida; afinal, a briga é duríssima.

Para se destacar na super povoada pátria das cantoras, é preciso muito mais… E a soprano carioca Monique Kessous tem esse muito mais. Aos 26 anos, ela é dona da própria voz, compositora sensível e criadora de belas melodias. Chega a este segundo álbum autoral já com um bem definido universo de canções e características singulares (como o gosto por compassos compostos), revelando um olhar feminino com ânsia de encantar ou – não duvide – conquistar o mundo. O discurso romântico de algumas letras sinaliza para a candura de outros tempos, mas também há arrebatamentos sintonizados com os embates dos relacionamentos contemporâneos.

A musicalidade é outro de seus diferenciais em relação à maioria das intérpretes. Apesar de não gostar do rótulo multi-instrumentista, Monique domina violão, guitarra e piano, se garante ao vivo tocando um cajón (instrumento de percussão de origem peruana, difundido mundialmente a partir do flamenco) e, com saudável espírito exploratório, vai metendo a cara sem medo em outros “brinquedos”. Pode conferir na ficha técnica do disco: além de violão, guitarra e cajón, acumula créditos por kalimba, cavaquinho, “peixinho e pratos” (percussão)… “Eu levei mil coisas pro estúdio para experimentar. Kalimba, por exemplo, eu nunca tinha tocado antes. Foi mais na base do ‘vamos brincar de música’…”, conta a cantora.

Esse gosto pela aventura e pela criação a partir do improviso foram nortes importantes na gestação do disco. Admiradora dos brainstorms usados como método de trabalho pelos Tribalistas, foi nessa base que ela compôs, junto com o irmão e principal parceiro, Denny Kessous, e a prima Fernanda Shcolnik, a graciosa valsa “Noite Sem Luar”.

Preço:
R$40,00

Censura:
18 anos

Horário:
Terça-feira, às 19:30h

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Local

Teatro Rival Petrobras

Horário

Terça-feira, às 00:00

Classificação

18

Local

Teatro Rival Petrobras

Horário

Terça-feira, às 00:00

Classif.

18