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Los Sebosos Postizos
Pode-se dizer que esses dois shows têm muito em comum. E se você acha que é pelo fato de ambas as bandas terem as raízes em Recife esse é só um detalhe. O fato é que ao evocarem as músicas de Jorge Ben, os músicos dos Los Sebosos Postizos estão revisitando e recriando uma obra que certamente os influenciou e muito. O Mombojó, por sua vez, lançou recentemente o álbum \"Mombojó 11º Aniversario\", uma espécie de balanço desta primeira década à luz de duas gerações de reinvenção artística em Pernambuco. As duas bandas se apresentam no Circo Voador na sexta, 09 de agosto, a partir das 22h. O intervalo fica por conta do DJ Lencinho.
Influenciados por Jorge Ben Jor, os integrantes da Nação Zumbi criaram um projeto para homenageá-lo. É o Los Sebosos Postizos no qual eles interpretam suas músicas. O projeto foi formado por Jorge Du Peixe (vocal), Lucio Maia (guitarra), Dengue (baixo) e Pupillo (bateria) há mais de 10 anos e fez vários shows, batizados de “Noites do Ben”, nos intervalos das apresentações da Nação Zumbi.
Pela primeira vez, eles entraram em estúdio para gravar e lançar esse repertório. Produzido por Mario Caldato Jr. (Marisa Monte, Jack Johnson, Beastie Boys, Nação Zumbi, Marcelo D2 e outros), o álbum, lançado pela Deck em CD e vinil, traz clássicos de Jorge Ben como “Rosa, Menina Rosa”, “Os Alquimistas Estão Chegando os Alquimistas”, “O Telefone Tocou Novamente”, “O Homem da Gravata Florida” entre outros. As canções de Ben Jor ganham tons mais graves e soturnos com a densa “cozinha” da Nação Zumbi, os vocais de Jorge Du Peixe e o acento dub, característica marcante da banda pernambucana. Jorge Du Peixe (vocal), Lucio Maia (guitarra), Denge (baixo), Pupillo (bateria), Chiquinho (teclados) da banda Mombojó e Gustavo Da Lua (percussão) é a formação que vem para o show no Circo Voador, dia 09 de agosto, a partir das 22h.
O Mombojó apareceu dez anos depois do surgimento do mangue beat como fruto desta nova mentalidade recifense. Não havia mais necessidade de fazer referências às raízes nordestinas, à cultura pernambucana, ao caboclo de lança ou aos maracatus. Da mesma forma, não era mais preciso apontar para o futuro, para a iminência do digital, para o novo da música eletrônica, para a reinvenção rítmica do hip hop. O Mombojó surgia como o cidadão perfeito da utopia imaginada por Chico Science no início dos anos 1990. Mas isso não significava um futuro pleno adiante.
Como principal representante de uma nova geração da música pernambucana, o Mombojó também passou por provações à altura das que afligiram a geração anterior. Foram hypados e abraçados pela crítica, criaram uma boa base de fãs usando a internet ao mesmo e tocaram nos principais festivais do Brasil, lançando discos sempre elogiados, mas passaram por situações inesperadas - como a saída de Marcelo Campelo, reduzindo a banda ao quinteto atual. Os altos e baixos dos primeiros dez anos do Mombojó também marcam a transformação da banda do status de nova aposta à condição de protagonista da atual cena pernambucana.
No novo disco, o Mombojó revisita músicas de seus três primeiros álbuns (Nadadenovo de 2004, Homem Espuma de 2006 e Amigo do Tempo de 2010) para criar uma espécie de manifesto sobre esta nova maturidade recifense, celebrando-se sem a necessidade nem sequer de uma data redonda.
[titulo]Atrações:[/titulo]Mombojó
Los Sebosos Postizos
DJ Lencinho
[titulo]Preços:[/titulo]R$70,00
[titulo]Informações:[/titulo]21 2533-0354
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