Shows

20
FEV
22H
Jorge Ben Jor

Jorge Ben Jor

Se o Brasil é o país do suingue, seu presidente vitalício só pode ser Jorge Ben Jor. Toda unanimidade é burra, já dizia Nelson Rodrigues, mas, neste caso, o caminho natural é o consenso da nação. O povo na rua celebrando, faixas e cartazes anunciando o presidente eleito. A plataforma de governo garante 365 dias de festa por ano.

O novo líder já assinou Jorge Ben, Jorge Ben Jor ou, simplesmente, Jorge Menezes, natural do Rio de Janeiro, que passou a infância ouvindo Luiz Gonzaga e Ataulfo Alves e tinha como ídolo João Gilberto. O menino nascido em Madureira, que cantava no coro da igreja e gostava de participar de blocos de carnaval – já na infância hábil em equilibrar opostos – nem desconfiava que seria ele próprio um dos protagonistas da historia da musica popular brasileira, padroeiro de uma legião de músicos que sempre pedem sua benção para produzir um som legitimamente brazuca e universal.

A coletânea “Salve Jorge” é uma justa homenagem da BMG a este orixá guardião do suingue e da alegria. É uma viagem por quatro décadas de criação e inspiração, incluindo a antológica “Mas que Nada” – aqui na versão do Tamba Trio, mas que já ocorreu o mundo e foi registrada em vozes como Ella Fitzgerald, Al Jarreau e Julio Iglesias, sendo a única canção em português a alcançar as musicas mais tocadas nos Estados Unidos.

Com Jorge Ben Jor Presidente do Brasil, o Hino nacional passa a ser “País Tropical”, presente na coletânea em empolgante versão ao vivo de Maurício Manieri. O primeiro-ministro é o protetor dos fracos e oprimidos “Charles, Anjo 45”, que ganha o reforço de Sandra de Sá e do Olodum, e conta com o apoio da galera do Rappa, que mantém tudo sobre controle, clamando “Take it Easy My Brother Charles”.

Fernanda Abreu se responsabiliza pela defesa da Patrícia e inicia os trabalhos com armas em punho saudando o guerreiro “Jorge da Capadócia”

A assinatura de Jorge Ben Jor é personalizada, com a inconfundível batida do seu violão. Alquimista do som e das palavras, santo protetor do balanço, ele faz uma musica que transcende todas as regras de classificação. Rotular seria reduzir uma obra atemporal, que funde samba com maracatu, bossa com rock, baião com funk, modernidade com tradição. Épocas e gêneros musicais distintos, unidos pela força do mesmo som e pela indefectível alegria de com criador que se orgulha de jamais ter composto uma musica triste.

Ben Jor estreou, com o clássico “Samba Esquema Novo”, que reunia pérolas como “Mas que Nada” e “Por Causa de Você, Menina”, que ganha em 2004, uma deliciosa releitura de Clara Moreno, presente em “Salve Jorge”. O álbum trazia um artista pronto e prestes a colocar a música brasileira em comunhão com suas raízes africanas, com negritude e o suingue na linha de frente. O negro chegava ao poder e de lá não mais sairia. Jorge lançou alguns dos mais poderosos petardos já escritos em língua portuguesa e musica universal. Ou seria o inverso?

O talento de Ben Jor conseguiu transitar com liberdade por correntes antagônicas. Assim sendo, o jovem que começou a tocar acompanhado por um conjunto de jazz no Beco das Garrafas, “Meirelles e os Copa 5”, entrou no campo de batalha e derrubou as trincheiras de inimigos ferrenhos, participando de programas como “O Fino da Bossa”, - comandado por Elis Regina e Jair Rodrigues – e “Jovem Guarda”, de Roberto Carlos. Os opositores selariam a paz em um futuro próximo, mas o sábio estava sempre à frente de seu tempo.

Quando veio a Tropicália, Jorge foi imediatamente digerido. Os canibalistas devoraram o som de Ben Jor e as vozes de Caetano, Gil e Gal Costa serviram de estandarte para a profusão de idéias do mago. Gal é uma das principais intérpretes femininas da obra do “Ben” e, em “Salve Jorge”, esbanja balanço em “Que Pena”, um dos primeiros sucessos de sua carreira, na versão de 2001, marcando um encontro do reggae com o samba-funk.

Tempos se passaram, novos movimentos surgiram e ruíram, mas a presença de Ben Jor passou incólume por todas essas vertentes. O alquimista dominou a formula do tempo e tornou-se seu senhor. Jovem Guarda Bossa Nova, Tropicalismo, Black Music, World Music, Funk Carioca, Mangue Beat, Rap, Samba, Rock Brasil, todos acendem suas velas para o santo guerreiro.

[titulo]Preço 1º Lote:[/titulo]R$100,00

[titulo]Preço 2º Lote:[/titulo]R$120,00

[titulo]Informações:[/titulo]21 2533-0354

Ver menos

Se o Brasil é o país do suingue, seu presidente vitalíci... Ver mais informações

Local

Circo Voador

Horário

Sexta-feira, às 22:00

Classificação

18

Mapa

Ver Mapa

Local

Circo Voador

Horário

Sexta-feira, às 22:00

Classif.

18

Mapa

Ver Mapa