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Gilberto Gil
Show em homenagem aos 70 anos do “Gran Mestre Supremo do Kaos”, Mautner e a Orquestra Imperial recebem Caetano Veloso, Gilberto Gil e Luiz Melodia.
Participações especiais:
Grupo de Teatro AfroReggae (trecho de ‘Urucubaca’, peça do Mautner), Pedro Bial (leitura de poemas do homenageado) e DJs convidados.
A Orquestra Imperial faz, segunda-feira 17 de janeiro no Circo Voador, um show especial pelos 70 anos de Jorge Mautner. A homenagem ao “Gran Mestre Supremo do Kaos” é também uma forma de agradecimento ao autor da música “Ao som da Orquestra Imperial” (Nelson Jacobina/Jorge Mautner), e que sempre se relacionou de perto com as novas gerações. Escritor, poeta, compositor, violinista, bandolinista, cantor, ator, cineasta e artista plástico, Mautner começou a compor música há 53 anos, e fez parcerias com Nelson Jacobina, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Dominguinhos, Moraes Moreira e Bem Gil, por exemplo.
Caetano, Gil e Luiz Melodia, amigos de décadas, participam do show, que tem direção artística de Berna Ceppas e Kassin. O grupo de teatro AfroReggae faz uma intervenção de 10 minutos. Pedro Bial lê poemas de Mautner e, nos intervalos, DJs convidados irão incendiar a pista, além de outras surpresas.
Jorge Henrique Mautner nasce no Rio de Janeiro em 17 de janeiro de 1941, filho de Anna Illich e Paul Mautner. Ambos vieram para o Brasil como refugiados na Segunda Guerra Mundial. Sua mãe, Anna, era austríaca de origem iugoslava e católica; seu pai Paul, judeu-austríaco, era extremamente culto, e entre outras atividades, trabalhou no Brasil com a comunicação da agência de resistência judaica anti-nazista.
Sua mãe Anna se separa de Paul, se casa com o violinista Henri Müller e se muda para São Paulo, levando o garoto. Já em São Paulo, Henri, que é a primeira viola da Orquestra Sinfônica de São Paulo, ensina Jorge a tocar violino. Em 1958, Mautner começa suas primeiras composições musicais como “Iluminação”, “Olhar Bestial” e “O Vampiro”. Em 62, publica “Deus da Chuva e da Morte”. De 1963 até o dia do golpe de 64, Mautner manteve uma coluna diária no jornal Última Hora.
Em Londres nos anos 70, exilado, o artista produziu o filme “Demiurgo”, no qual estão retratados os temas da atual Teoria do Kaos, que permeia sua obra. Em seu LP de estreia, o ao vivo Para iluminar a cidade, de 1972, Mautner compôs ao lado de Nelson Jacobina um de seus maiores sucessos, "Maracatu Atômico".
Merecem destaque também na discografia do compositor: Bomba de Estrelas (de 1981 relançado pela Warner em 1995), Pedra bruta (1992), Revirão, produzido por Berna e Kassin (1997) e o álbum duplo O ser da tempestade, de 99, com músicas interpretadas por Gil, Caetano, Gal Costa e Chico Science, entre outros. Eu não peço desculpa, de 2002, que inclui músicas como “Homem Bomba” (Mautner/Caetano Veloso) e “Coisa assassina” (Gilberto Gil/Mautner), produzido por Kassin, conquista o Grammy Latino. “O Filho do Holocausto” (livro no qual Mautner conta suas memórias) é o título do documentário dirigido pelo jornalista Pedro Bial, e produzido pela Canal Brasil, com lançamento previsto para primeiro semestre de 2011.
“Tudo no disco tem a ver com o clima dele – ou com o clima a que ele me transporta. Hipertropicalista, porque tropicalista avant la lettre, Mautner não pode conceber o que venha a ser uma necessidade de criar-se o antitropicalismo (...): ele reanima as motivações elementares daquele movimento, que são, afinal, as mesmas que movem seus principais líderes: eis por que Gil foi chamado para cantar conosco o meu "Feitiço" (uma resposta ao "Feitiço da Vila" de Noel) e para pôr música nos versos de "Coisa Assassina", de Mautner. É não apenas o Gil tropicalista que está ali: é o Gil que excursionou com Mautner nos anos 1980 com o show "O Poeta e o Esfomeado".
Caetano Veloso (para o CD “Eu não peço desculpa / 2002)
Na verdade, o Mautner não pensa só o Brasil: ele pensa o mundo e a história a partir deste modo peculiar de "ser brasil", ou seja, o "modo mautner"!
Antonio Carlos Otaviano, 13/12/10
Preço:
R$40,00
Censura:
16 anos
Horário:
Segunda-feira, às 22:00h
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