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União de Maricá no Xingu: escola vive ritual Kuarup para homenagear Darcy
A União de Maricá passou três dias na Aldeia Ulupuwene, no Território Indígena do Xingu, vivendo de perto o Kuarup, aquele ritual indígena de celebração e homenagem que marca presença na memória dos povos da região. A escola foi recebida pelo povo Waurá para acompanhar a cerimônia e aprofundar a pesquisa do enredo que levará a trajetória de Darcy Ribeiro para a Avenida em 2027. O antropólogo, defensor dos povos originários e guerreiro pela demarcação de territórios indígenas, tem sua vida e legado como fio condutor dessa história que a escola quer contar. Mauro Cordeiro, o enredista, explica que estar fisicamente nos lugares onde Darcy passou é fundamental para construir um Carnaval autêntico, feito a partir da escuta e do contato direto com quem vive essas histórias todos os dias.
A presença da União de Maricá no Xingu ressoa fundo na comunidade indígena, que reconhece em Darcy um aliado de verdade. Kuyakuyakali Waurá, presidente da Associação Indígena Ulupuwene, não hesita em afirmar que o antropólogo faz parte da família Waurá, que merecia um Kuarup assim como recebeu em 2012, 15 anos depois de sua morte. Ewesh Yawalapiti Waurá, presidente da Associação Terra Indígena Xingu, reforça a importância de levar essa luta pela preservação dos territórios indígenas para além do Xingu, usando a força da escola de samba como ponte entre mundos. A vinda da União de Maricá não é turismo, é solidariedade em movimento, levando para o Rio de Janeiro e para o mundo a mensagem de quem segue na luta diária para manter seus territórios vivos.
