Grupo Especial
Carnaval é cultura o ano todo e vai muito além dos desfiles no Rio
A gente que vive o Rio sabe muito bem que a energia do samba não dura só aqueles cinco dias de folia na Marquês de Sapucaí. Em um debate de peso no MAM, o carnavalesco Leandro Vieira trocou uma ideia pautada na importância de enxergar as escolas de samba como polos culturais vivos durante o ano inteiro. A conversa reuniu autoridades e especialistas para discutir como a produção dos barracões, a criação dos sambas e as oficinas movimentam a economia criativa, a literatura e a arte ancestral de forma contínua, funcionando como verdadeiros centros de cultura onde o poder público muitas vezes não chega.
Para o artista da Imperatriz Leopoldinense, tratar o espetáculo apenas como um grande evento sazonal reduz a verdadeira dimensão social que as agremiações têm nas periferias. O encontro serviu para provocar gestores públicos e mostrar que o trabalho envolve milhares de trabalhadores da cadeia produtiva, além de preservar a memória e a identidade da cidade. Debates desse tipo longe da correria do desfile são essenciais para plantar sementes, garantindo que o financiamento e a acessibilidade sejam pensados como políticas permanentes para o povo carioca.
